Ab Aeternum
"Woman are meant to be loved, not to be understood."
Oscar Wilde
... era ela, novamente. Apoiada suavemente com a cabeça em seu peito, a mão envolta em seu pescoço, transitando entre o real e o etéreo, deixando-se levar pelo aconchego e pela segurança que sentia. Cedia à vontade de repousar ali mesmo, e assim o fazia. Ele, absorto nestes pensamentos agora transcritos, buscava mentalmente em todas as histórias de amor já escritas ou vividas ao longo de toda a humanidade as sutis razões que o fizeram, tão subitamente, tornar-se prisioneiro de todos aqueles sentimentos que agora o faziam perder o sono.
A nostalgia que tomou conta de ambos desde os primeiros instantes em que se conheceram revelava uma longa história, traçada através das areias de um tempo distante. A atração estética os havia aproximado novamente, enquando as divagações acerca do universo e da vida haviam provado a afinidade intelectual, fruto da convivência e do conhecimento mútuo acumulado ao longo de tantas jornadas. Batizados a fogo com o nome de anjos e desejos, traziam a marca da ambiguidade e da singularidade que os tornava únicos. Que os tornava um.
Mas estes eram apenas um punhado de idéias e conceitos desconexos a percorrer em movimento caótico seus pensamentos. Ele desistira de compreendê-los. Acariciava os cabelos da amada, e contentava-se em o fazer sem compreender exatamente a razão pela qual o fazia. Não era próprio da razão estabelecer esta sorte de entendimentos.
Ela a amava, e isso bastava.
Oscar Wilde
... era ela, novamente. Apoiada suavemente com a cabeça em seu peito, a mão envolta em seu pescoço, transitando entre o real e o etéreo, deixando-se levar pelo aconchego e pela segurança que sentia. Cedia à vontade de repousar ali mesmo, e assim o fazia. Ele, absorto nestes pensamentos agora transcritos, buscava mentalmente em todas as histórias de amor já escritas ou vividas ao longo de toda a humanidade as sutis razões que o fizeram, tão subitamente, tornar-se prisioneiro de todos aqueles sentimentos que agora o faziam perder o sono.
A nostalgia que tomou conta de ambos desde os primeiros instantes em que se conheceram revelava uma longa história, traçada através das areias de um tempo distante. A atração estética os havia aproximado novamente, enquando as divagações acerca do universo e da vida haviam provado a afinidade intelectual, fruto da convivência e do conhecimento mútuo acumulado ao longo de tantas jornadas. Batizados a fogo com o nome de anjos e desejos, traziam a marca da ambiguidade e da singularidade que os tornava únicos. Que os tornava um.
Mas estes eram apenas um punhado de idéias e conceitos desconexos a percorrer em movimento caótico seus pensamentos. Ele desistira de compreendê-los. Acariciava os cabelos da amada, e contentava-se em o fazer sem compreender exatamente a razão pela qual o fazia. Não era próprio da razão estabelecer esta sorte de entendimentos.
Ela a amava, e isso bastava.

